terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Você conhece a origem da árvore de Natal?

Você conhece a origem da árvore de Natal?



Você pode até achar meio cedo para falarmos de assuntos natalinos. Mas, se você já der uma olhadinha no comércio, muitos lugares já estão com as decorações de Natal bombando em suas vitrines. Já tem panetone, já tem Papai Noel e, para muita gente, já tem até prestação para pagar os presentes.

De qualquer forma, não precisa estar de fato na época de uma data comemorativa para poder falar dela, não é mesmo? Por isso, hoje, você vai conhecer mais sobre a origem da árvore de Natal. Ou melhor, as origens, pois são muitas, apesar de que não se sabe muito bem qual a data exata que os primeiros registros do uso dela foram feitos.

Festivais de inverno







Nos tempos mais antigos, antes mesmo de Cristo, plantas e árvores que permaneciam verdinhas todo o ano tinham um significado especial para as pessoas durante os rigorosos invernos.
Assim como hoje decoramos as nossas casas durante a época festiva com pinheiros, os povos antigos penduravam ramos verdes em suas portas e janelas. Em muitos países, acreditava-se que as plantas vistosas afugentavam maus espíritos e doenças das casas.
No hemisfério norte, o solstício de inverno cai entre os dias 21 e 22 de dezembro, época em que esse tipo de decoração acontecia. Tudo porque muitos povos antigos acreditavam que o Sol era um deus e que o inverno vinha todos os anos porque o deus sol havia se tornado doente e fraco.
Dessa forma, os ramos verdes lhes faziam recordar de todas as plantas que cresciam quando o deus sol se tornava forte novamente e a primavera voltava. Era como uma forma de amuleto para que os dias mais amenos e agradáveis voltassem trazendo a vida. Por isso, eles utilizavam vários ramos e folhas em suas casas durante a estação fria, dando os primeiros indícios da tradição da árvore de Natal.

Mais indícios

Pintura de Viggo Johansen de 1891

Os antigos romanos também usavam ramos e galhos para decorar seus templos no festival da Saturnália, que era feito em honra à Saturno, o deus da agricultura a fim de atrair fartura nas plantações. Já os cristãos passaram a usar as árvores coníferas como um sinal de vida eterna com Deus.
Mas ninguém sabe realmente ao certo quando os ramos e pinheiros foram utilizados pela primeira vez como árvore de Natal. Provavelmente essa prática tenha começado há cerca de mil anos atrás no Norte da Europa, onde árvores de abeto (do tipo pinheiro) eram penduradas nas casas com algum tipo de decoração.

Outra possível origem da árvore de Natal tenha vindo do conceito das Árvores do Paraíso. Estas eram utilizadas em encenações medievais que eram feitas na frente de Igrejas na véspera de Natal.
No calendário da igreja primitiva de santos, 24 de dezembro era o dia de Adão e Eva. Dessa forma, a Árvore do Paraíso representava o Jardim do Éden. Essas encenações eram como um tipo de publicidade que contava as histórias da Bíblia para as pessoas que não sabiam ler.

Mais registros

 
A praça em Riga, na Letônia, e a placa que marca onde a primeira árvore de Natal existia

O primeiro uso documentado de uma árvore nas celebrações de Natal e Ano Novo foi na praça da cidade de Riga, capital da Letônia, no ano de 1510. Nessa praça, existe uma placa dizendo que aquela foi a primeira árvore de Ano Novo, sendo que a frase está traduzida em oito idiomas.
Outro registro é de uma pintura da Alemanha em 1521, que mostra uma árvore sendo levada pelas ruas com um homem montado num cavalo atrás dela. O homem está vestido como um bispo, possivelmente representando São Nicolau (santo que é relacionado com a inspiração para o Papai Noel).
Há também um registro de uma pequena árvore em Breman, na Alemanha, em 1570. Ela era descrita como uma árvore decorada com "maçãs, nozes, tâmaras, pretzels e flores de papel", que era exibida numa casa aliança (ponto de encontro de uma sociedade de homens de negócio na cidade).

Com a luz das estrelas

Figura de 1860 ilustra como teria sido o evento da primeira árvore de Natal levada para casa por Martinho Lutero

Segundo algumas fontes, a primeira pessoa a levar uma árvore de Natal para dentro de uma casa, na forma como conhecemos hoje, pode ter sido o monge protestante alemão do século 16 Martinho Lutero. A história conta que, uma noite antes do Natal, ele estava andando pela floresta e olhou para cima para ver as estrelas brilhando por entre os galhos das árvores.
Ele achou que aquilo era tão bonito que foi para casa e disse a seus filhos que a cena lembrava Jesus, que deixou as estrelas do céu para vir a Terra no Natal. Então, para reproduzir e bela cena que tinha presenciado, ele levou uma árvore para casa e a enfeitou com velas.
Outra história diz que São Bonifácio de Crediton (um vilarejo em Devon, Reino Unido) deixou a Inglaterra e viajou para a Alemanha para pregar nas tribos germânicas pagãs e convertê-las ao cristianismo. Ele disse ter se deparado com um grupo de pagãos prestes a sacrificar um menino ao adorar uma árvore de carvalho.
Para interromper o sacrifício, a lenda conta que São Bonifácio cortou o carvalho e, para seu espanto, um pinheiro abeto novo surgiu a partir das raízes. São Bonifácio tomou isso como um sinal da fé cristã, associando a forma da árvore com a Santíssima Trinidade, e seus seguidores decoraram a árvore com velas para que ele pudesse pregar aos pagãos durante a noite.

 
Ilustração da família real britânica de 1848

Porém, a popularização da árvore de Natal aconteceu mais intensamente em 1846, quando os membros da realeza, a Rainha Victoria e seu príncipe alemão, Albert, foram ilustrados no jornal de Londres com os seus filhos em torno de uma árvore de Natal.
Ao contrário da família real anterior, Victoria era muito popular com seus súditos, e o que foi feito na corte imediatamente tornou-se moda, não só na Grã-Bretanha, mas em todos os países de língua inglesa, se espalhando depois para outras partes do mundo.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Horror natalino: conheça 9 criaturas que apavoram o Natal pelo mundo

Horror natalino: conheça 9 criaturas que apavoram o Natal pelo mundo



Enquanto muitas crianças brasileiras e norte-americanas aguardam ansiosamente a chegada do Papai Noel, pessoas de outros países têm que se preocupar com visitas muito menos oportunas, vindas direto das lendas pagãs mais macabras. A seguir, confira algumas das criaturas mais medonhas que aterrorizam populações inteiras no Natal e no ano novo.

1 – Mary Lwyd, o cavalo-zumbi natalino

Saída diretamente das tradições galesas, esta macabra égua esquelética vem do mundo dos mortos para vagar pelas ruas junto a seus assistentes – que também poderiam fazer parte de filmes pós-apocalípticos. Assumindo a forma de um ventríloquo vestido com a cabeça equina e uma capa branca, Mary Lwyd desafia os moradores para duelos de rimas, e os perdedores têm que deixar que a criatura entre em suas casas, o que não deve ter consequências agradáveis.

2 – Perchta

Diretamente relacionada às bruxas boas Baboushka e La Befana – sobre a qual já falamos neste texto –, Perchta possui alguns hábitos bem menos agradáveis que suas contrapartes. Além de recompensar as pessoas trabalhadoras e generosas, ela costuma punir os preguiçosos e gananciosos cortando suas barrigas, removendo seus intestinos e os estufando com palha, pedras e lixo.

3 – Straggele

Como se não bastasse ser uma bruxa pra lá de violenta, em alguns países a Perchta é acompanhada por uma tropa de ajudantes com aparência demoníaca, os Straggele. Essas criaturas adoram comer as oferendas feitas para a feiticeira e, em alguns casos, são responsáveis por executar as punições das formas mais brutais possíveis, muitas vezes sequestrando as crianças más e as esquartejando em pleno ar.

4 – Tomten

Parecido com os clássicos gnomos de jardim, o Tomten é uma criatura do folclore da Escandinávia que vive nos túmulos e age como um protetor e ajudante da família que o abriga – a menos que você o enfureça. Se irritado, o pequeno ser é capaz de enlouquecer as pessoas com seus truques e até mesmo de mordê-las com seus dentes cobertos por um veneno letal. Melhor ser cauteloso e deixar uma oferenda de comida para ele no Natal.

5 – Belsnickel

Conhecido em lugares ligados à cultura germânica, o Belsnickel é um homem velho e sujo que surge algumas semanas antes do Natal e veste peles e roupas surradas. Com um bolso cheio de pedaços de bolo ou nozes e carregando um sino e um chicote em suas mãos, ele alterna entre dar comida e chicotear as pessoas com quem se encontra.

6 – Père Fouettard

Segundo uma lenda francesa, Fouettard e sua esposa atraíram três crianças para dentro do seu açougue para roubá-las. Após o homem matá-los cortando suas gargantas, ele usou suas habilidades de açougueiro para despedaçá-las e esconder seus corpos em alguns barris. Quando São Nicolau – o Papai Noel – descobriu o crime, reviveu as crianças e condenou Père a servi-lo eternamente, entregando carvão para quem se comportou mal.



7 – Gryla

Famosa na cultura natalina da Islândia, Gryla é uma troll gigantesca que vive de mau humor por conta de sua fome insaciável pela carne de criancinhas. No Natal, reza a lenda que ela desce de sua montanha para caçar as crianças más, as coloca em seu saco e leva de volta para sua caverna. Lá chegando, ela cozinha todas vivas para fazer seu guisado favorito. Além disso, ela possui nada menos que 13 filhos, os jólasveinarnirm, sobre os quais já falamos aqui.

 8 – Gato Yule

Mascote de Gryla e dos jólasveinarnirm, o bichano gigantesco costuma se alimentar de crianças e adultos sem distinção, não se importando se foram bons ou maus ao longo do ano. A única defesa contra o felino insaciável é receber uma nova peça de roupa durante o Natal, o que faz com que a fera o ignore.

9 – O espectro de Clarence Street

Certo dia, o fisicamente indesejável médico cinquentão Humphrey Brooke se apaixonou pela mulher mais jovem e bela da cidade de Liverpool, na Inglaterra, e resolveu escrever uma carta emocionada para convidá-la para um baile de Natal. A beldade, que costumava recusar incontáveis convites de belos e ricos homens, ficou tocada pela mensagem e resolveu aceitar o convite, para o desagrado de um invejoso amigo do doutor.
O traidor então resolveu informar o pai da jovem sobre os planos dos dois, cuidando para fazer com que Brooke parecesse ser o mais desprezível e perigoso possível. Em resposta, o familiar da moça proibiu o encontro e ameaçou o médico caso insistisse em conquistar sua filha, o que fez com que o doutor tivesse seu coração partido e morresse por conta de um infarto algumas horas depois.
Desde então, acredita-se que na véspera de Natal o espírito desconsolado de Humphrey Brooke assombra sua casa na Clarence Street, onde costumam ser ouvidas batidas estranhas e uma voz que xinga e chora vindo das paredes. Muitas pessoas que passaram por lá relatam ter visto um homem de cinquenta anos vestido com roupas da era vitoriana vagando pela rua na frente da residência.

E você, conhecia as histórias dessas criaturas natalinas medonhas? Sabe de mais algum ser estranho que gosta de aparecer na época do Natal? Contribua com seu relato nos comentários e não deixe de conferir também nossas listas de costumes bizarros dessa época clicando aqui e aqui – e não seja maldoso, senão o Krampus vai te pegar!