sábado, 29 de novembro de 2014

Cuidar da boca pode acabar com dores de cabeça e de ouvido

Cuidar da boca pode acabar com dores de cabeça e de ouvido

As principais causas da dor orofacial são problemas dentários, na gengiva, língua e ossos maxilares

 

As dores orofaciais são bastante comuns e chegam a afetar cerca de 20% da população
Foto: Sheftsoff / Shutterstock

Dor orofacial é toda dor que se localiza na face e dentro da boca. São bastante comuns e chegam a afetar cerca de 20% da população. O problema pode vir da própria face ou de áreas próximas, como cabeça, pescoço e até mesmo da região do tórax. 

Segundo Sílvia Siqueira, coordenadora do Comitê de Dor Orofacial da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor, as causas mais comuns vêm de problemas dentários, das gengivas, língua e ossos maxilares. Além disso, doenças como câncer, problemas cardíacos, diabetes, artrite reumatóide e fibromialgia também podem causar esse tipo de dor. “Elas podem apresentar-se como dor de ouvido, dor de cabeça ou até dor nos dentes, e podem estar associadas também ao bruxismo (ato de ranger os dentes) e a disfunções temporomandibulares (ATM)”, diz. 



Por conta das inúmeras possibilidades de causa, é importante que o diagnóstico seja feito de forma minuciosa e por um cirurgião-dentista especializado no tratamento das dores orofaciais. Já o tratamento desse problema pode e deve ser feito por uma equipe de profissionais de diferentes especialidades, principalmente no caso das dores crônicas, aquelas que duram mais de seis meses. Neurologistas, fisioterapeutas e psicólogos são alguns dos médicos que podem contribuir para esse tratamento. 
Como evitar esse mal
A dor depende de múltiplos fatores para se estabelecer, que incluem aspectos emocionais, sociais, genéticos, doenças prévias, entre outros. Por isso, para Silvia, a melhor e mais eficiente forma de se prevenir é cuidando da saúde de uma forma geral. 
“É preciso cuidar não somente da saúde física, mas da mental e social. Além disso, devemos estar sempre atentos à dor aguda (aquela de curta duração) para que não permaneça e se prolongue a ponto de se tornar crônica. O atendimento precoce para o diagnóstico correto podem ajudar nisso”, diz a especialista.  
No caso dos problemas bucais, que são as causas mais comuns dessa doença, o que ajuda é uma higiene bucal rigorosa feita com o auxilio do fio dental e dos raspadores linguais e visitas frequentes ao dentista.

 

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Saiba como o gengibre pode acabar com o seu mau hálito

Saiba como o gengibre pode acabar com o seu mau hálito

Em forma de chá, suco, bala, picado ou em pó, o gengibre é um adstringente natural que combate a halitose e ainda alivia a voz


O gengibre é eficiente no combate ao mau hálito e problemas respiratórios e ainda acalma a garganta e clareia a voz
Foto: Dionisvera / Shutterstock

Para aqueles que estão sempre em busca de práticas para deixar a boca ainda mais limpa e o hálito mais fresco, existem alguns alimentos naturais que podem ser grandes aliados da saúde bucal. O gengibre, por exemplo, é eficiente no combate ao mau hálito e problemas respiratórios e ainda acalma a garganta e “clareia” a voz.  
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 “O gengibre ajuda a combater o mau hálito, pois atua como um adstringente natural, estimulando alguns processos digestivos por fazer parte da categoria dos alimentos antioxidantes e anticoagulantes”, diz Mariana Pereira Alves, coordenadora do CETH (Centro de Excelência no Tratamento da Halitose) do Espírito Santo.  
Levando em conta seu poder antisséptico, o gengibre também pode ser usado em forma de xarope (para fazer gargarejos) ou em pequenos pedaços (para serem mastigados) para deixar o hálito mais limpo e fresco e eliminar irritações na garganta. 
Mas Mariana alerta que, embora alivie o cheiro ruim da boca, o gengibre não pode substituir uma boa higiene bucal. “O gengibre age mais como uma tática emergencial, disfarçando o mau hálito, pois o ideal é fazer uma higiene bucal adequada, incluindo fio dental, escovação dos dentes, limpeza da língua e, se possível, o uso de um enxaguante bucal a base de dióxido de cloro”, diz a especialista.

Amigo dos cantores, pero no mucho


A fama de que o gengibre também faz bem para a voz é tão grande que diversos cantores famosos já assumiram que o usam antes de subir aos palcos. A cantora Amy Winehouse foi uma delas. Durante um show que fez aqui no Brasil, ela exigiu que no seu camarim tivesse gengibre “in natura” fatiado e fresquinho para que ela pudesse mastigar antes de soltar a voz. 
Porém, é importante tomar alguns cuidados com o benefício dessa planta. “O gengibre tem a propriedade de anestesiar as pregas vocais, o que promove uma sensação de alívio. Entretanto, durante essa sensação, pela anestesia, se perde a sensibilidade e passa-se a utilizar as pregas vocais de forma mais abusiva durante a fala”, diz Ana Paola Nicolielo, fonoaudióloga da Clínica Odontológica da FOUSP. 
Consumo e outros benefícios
Uma das vantagens do consumo do gengibre é que ele pode ser feito de muitas formas, com chás, sucos, xarope, balas, pastilhas, em pedaços, ralado ou em pó. Para quem acha o gosto dele forte demais para ser consumido puro, existe a possibilidade de acrescentá-lo nas refeições, o que suaviza seu gosto. 
Esse sabor picante da planta vem de uma substância denominada gingerol que é dotada de propriedades antiinflamatórias que protegem o organismo de bactérias e fungos. “Assim, o gengibre assume muitos benefícios terapêuticos como: ação bactericida, desintoxicante e ainda é capaz de melhorar o desempenho do sistema digestivo, respiratório e circulatório”, diz Ana Paola. Entre seus vários pontos positivos, está sua eficácia contra enjôos, náuseas, ressaca, além de sua capacidade de ajudar no processo de emagrecimento.

 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Homem volta a usar aparelho depois de anos de tratamento

Homem volta a usar aparelho depois de anos de tratamento

Depois de usar aparelho ortodôntico boa parte da adolescência, Luciano teve que voltar ao ortodontista para alinhar os dentes mais uma vez

Diferente de 10 anos atrás, hoje existe no mercado modelos bem menos chamativos e com preços acessíveis
Foto: Pressmaster / Shutterstock
O vendedor, Luciano Rossi, descobriu que tinha que usar aparelho ortodôntico bem cedo. Desde os sete anos, quando seus dentes permanentes começaram a nascer, era visível seu apinhamento dental (dentes tortos). Foi uma longa e dolorosa fase, mas ele acreditava que tinha passado por ela com sucesso. Até perceber recentemente, com quase 30 anos, que seus dentes estavam voltando a entortar e usar aparelho novamente era uma questão de tempo. 

Foram quatro anos de aparelho móvel e quase três de fixo. “Passei boa parte da adolescência usando aparelho. Mas a questão estética nunca foi um grande problema para mim. Eu me incomodava muito mais com a dor e o desconforto”, lembra.  
Contenção
Quando tirou o fixo e achou que estava livre do tratamento dental, foi apresentado à contenção. “Eu tinha uns 16 anos e estava tão de saco cheio que confesso que nem usei a contenção móvel direito. Hoje me arrependo muito disso”, diz Luciano.

“A contenção estabiliza o dente na posição em que foi levado ao final do tratamento ortodôntico, até que haja uma acomodação de todo o periodonto (osso e gengiva) na nova situação. Em média, a contenção é usada por 2 anos. No primeiro ano, a contenção superior (placa removível) é usada durante o dia inteiro. No segundo ano, só para dormir”, diz Luíz Antônio Aidar, ortodontista e professor da Universidade Santa Cecília, de Santos. Já a contenção inferior fica colada atrás dos dentes da frente e deve ser usada por mais tempo por conta da tendência natural de entortamento desta parte da arcada. 
Porém, mesmo com o uso da contenção, o especialista explica que é possível que os dentes voltem a entortar. “Em casos que os dentes eram muito tortos. Alterações na posição da língua e respiração bucal também contribuem para a falta de estabilidade na posição dos dentes. Além disso, quando o tratamento é terminado em um adolescente, ele ainda está em crescimento e isso pode resultar no desajuste da mordida ao longo dos anos”, diz o especialista.

Corrigir o quanto antes
Seja pelo uso displicente da contenção ou pelo fato de que Luciano ainda era um adolescente quando terminou o tratamento, a verdade é que depois de anos, os dentes do vendedor voltaram a entortar. “Antes que piorasse voltei a procurar um ortodontista. Pensei que o quanto antes pudéssemos reverter o quadro, menos doloroso e demorado seria o tratamento”, diz o vendedor. 
Agora, Luciano está na fase de escolher o melhor aparelho para ele. Diferente de 10 anos atrás, hoje existe no mercado modelos bem menos chamativos. “Hoje temos os bráquetes estéticos (praticamente da cor do dente) e alinhadores de dentes que o paciente pode tirar para comer. Além disso, hoje em dia os preços desses aparelhos estão mais justos, o que possibilita que mais pessoas se beneficiem com o tratamento”, diz Luíz.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Fio dental, escova e enxaguante: essa é a ordem certa?

Fio dental, escova e enxaguante: essa é a ordem certa?

Além da ordem, é muito importante que os rituais de higienização bucal sejam feitos de forma eficiente para remover as placas bacterianas

Normamente, o recomendado é usar o fio dental, seguido da escova e, por último, o enxaguante bucal
Foto: Natalia Gaak NWH / Shutterstock
Para se ter uma boca sempre limpa e um hálito fresco é imprescindível o uso da escova de dente, do fio dental e de um enxaguatório bucal. Mas você sabe se os está usando do jeito certo e na ordem correta?  

“O importante é garantir a remoção da placa bacteriana. Normalmente, recomendamos o uso do fio antes para remover a placa que fica entre os dentes e o da escova depois para evitar um mau odor que a remoção dessa placa pode causar, ficando com um hálito agradável que o creme dental proporciona no fim”, diz William Frossard, professor e coordenador do curso de especialização em Prótese Dentária da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). 
Já o enxaguatório pode ser usado por último, como a maioria das pessoas faz, para que o hálito fique mais agradável. “Porém é importante dizer que fazer o uso somente do enxaguatório não é suficiente. Ele é um auxiliar na limpeza, acrescentando flúor e um hálito refrescante, mas não tem o poder de remover a placa bacteriana que só é removida mecanicamente com o uso do fio dental e escovação”, diz William.

Revelador de bactérias
Há uma forma bem interessante e fácil de saber se sua higiene bucal está sendo eficiente. Existem no mercado alguns cremes dentais ou pastilhas que evidenciam a placa bacteriana. “Com seu uso (uma vez por semana), a placa que não foi removida fica avermelhada, sendo facilmente identificada para atentar o paciente a melhorar a higienização naquela área”, diz William.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Confira técnicas das celebridades para ter sorriso perfeito

Clareamentos, facetas e plásticas gengivais são alguns dos tratamentos estéticos que estão na moda e já fizeram a cabeça de alguns famosos

 

Hoje em dia, ter os dentes bonitos, brancos e alinhados pode significar status social e profissional. De olho nisso, e em uma aparência invejável, algumas celebridades se renderam completamente a tratamentos estéticos odontológicos como clareamentos, facetas e plásticas gengivais. 
“A preocupação com a estética do sorriso passou a ser uma coisa cultural aqui no Brasil,
mais até que em muitos países da Europa ou nos Estados Unidos. Lá, eles estão mais preocupados com tratamentos que sejam funcionais, já aqui estamos mais preocupados com os estéticos. E quando vira cultural, passa a ser um hábito reparar no dente do outro e todo mundo repara mesmo”, diz Alexandre Bussab, cirurgião-dentista especialista em tratamentos estéticos. 
Abaixo o Terra traz as principais técnicas de estética bucal que conquistaram as celebridades. 
Clareamento Dental – o clareamento dental serve para deixar os dentes mais brancos e pode ser feito de duas formas: no consultório ou em casa. No consultório é usado um gel a base de peróxido de hidrogênio, além do laser que potencializa a ação do produto. Em casa, é feito com um molde próprio e o mesmo gel. No primeiro caso, cada sessão dura em média 1 hora e a quantidade delas vai depender do resultado que se pretende alcançar. No clareamento caseiro, deve ser feito todos os dias, pelo menos por três semanas seguidas. 
Quem já fez – Isis Valverde, Juliana Paes, Taís Araújo, Bruno Gagliasso e Gusttavo Lima. O cantor sertanejo ficou bastante famoso quando fez seu tratamento, pois acabou “passando um pouco do ponto” e ficou com os dentes brancos demais. “Além da aparência artificial, existe o risco de prejudicar a gengiva e causar sensibilidade momentânea”, diz Ricardo Ladorucki, especialista em odontologia estética, da clínica Sorriso Digital.
Invisalign e Aparelho de Safira – Ambas as técnicas são tratamentos ortodônticos extremamente discretos para quem precisa usar aparelho, mas não pode prejudicar a imagem. O Invisalign é uma tecnologia de ponta que cria moldes virtuais da arcada dentária do paciente e simula os movimentos dentários durante todo o tratamento. O material desse aparelho é transparente, fino, confortável e removível, possibilitando alimentação e higiene normais.  No caso dos aparelhos de safira, os bráquetes são feitos de uma safira que possui a translucidez do cristal, alta resistência e ainda não amarela nem pigmenta.   
Quem já usou – Invisalign: Gisele Bündchen, Ronaldo Fenômeno, Fernanda Paes Leme e Polianna Aleixo. Aparelho de safira: Adriane Galisteu. 
Facetas de Porcelana – As facetas são lâminas de porcelana que revestem os dentes para dar um visual mais alinhado e uniforme, além de servir para fechar espaçamentos (diastema), remoldar dentes quebrados e clarear os mais escurecidos.  “As facetas costumam ser mais resistentes do que outros tipos de tratamentos similares, como as lentes de contato, pois são coladas em cima de um dente devidamente preparado para isso, tanto anatomicamente como quanto ao volume”, diz Alexandre. 
Quem já fez – Daniele Suzuki, Danielle Winits, Xuxa, Regina Duarte, Flávia Alessandra, Zac Efron, Ronaldinho Gaúcho e Cristiano Ronaldo. 
Plástica Gengival – Essa técnica serve para remodelar a gengiva quando a pessoa não está satisfeita com o seu tamanho ou seu formato. Essa desarmonia gengival pode estar relacionada com o excesso ou a falta de gengiva. “Embora cada dia mais comum, não podemos confundir redução gengival com o peeling. O primeiro mexe no formato, no volume e na harmonia da gengiva, deixando-a mais linear. O peeling é mais para gengivas manchadas. Ou seja, com uma raspagem, removemos sua coloração deixando-a mais homogênea”, diz Alexandre. 
Quem já fez – Wanessa Camargo, Bárbara paz, Glória Pires, Jennifer Aniston, Ronaldinho Gaúcho e Latino. 

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Prática de esporte pode causar erosão do esmalte e cárie

Prática de esporte pode causar erosão do esmalte e cárie

Estudo alemão revela que fazer exercícios físicos intensamente e por muito tempo pode causar problemas bucais; entenda

 

Segundo um estudo alemão, pessoas que mantêm um ritmo intenso de exercícios podem apresentar mais problemas bucais do que aquelas que estão mais acostumadas com uma vida sedentária
Foto: Pressmaster / Shutterstock
Praticar esportes faz muito bem à saúde. Porém, segundo um estudo alemão, pessoas que mantêm um ritmo intenso de exercícios podem apresentar mais problemas bucais do que aquelas que estão mais acostumadas com uma vida sedentária.   
A pesquisa, feita pela Faculdade de Odontologia do Hospital Universitário de Heidelberg, na Alemanha, analisou a saliva de 70 pessoas, sendo metade triatletas e a outra metade adultos saudáveis comuns que não possuíam o hábito de praticar esportes. Entre os triatletas, o teste ainda recrutou 15 deles para fazerem intensas corridas de 35 minutos e também coletou suas salivas depois dos exercícios para conseguir respostas ainda mais precisas. 
O resultado mostrou que, à medida que a intensidade e o tempo dos exercícios aumentavam, maior era risco do paciente apresentar erosão do esmalte dentário e cárie. Além disso, foi bastante perceptível que a quantidade de saliva dos atletas (principalmente durante o treino) diminuía, mesmo com o consumo de água ou outras bebidas. E sua composição também ficou mais alcalina, justificando o porquê do aumento dos problemas bucais em pessoas acostumadas a praticar esportes intensamente.