sexta-feira, 27 de junho de 2014

Cientistas da NASA descobrem objeto estranho em lua de Saturno

Cientistas da NASA descobrem objeto estranho em lua de Saturno
Algo brilhante e que tem mobilidade foi visto em um dos mares de Titã

Cientistas da NASA descobrem objeto estranho em lua de Saturno
A maior lua de Saturno, Titã, está sendo bastante comentada ultimamente. Há pouco tempo, foi encontrada uma pequena quantidade de propileno (material do plástico) na baixa atmosfera de lá. Além disso, ela tem recebido muitas atenções por conta de ser muito parecida com a Terra, tanto que os cientistas da NASA já apresentaram até um mapa topográfico de lá.
Titã está envolta em uma atmosfera densa e dourada, composta principalmente de nitrogênio, que é uma reminiscência de uma Terra primitiva e tem um extenso sistema de lagos, mares e rios cheios de etano e metano líquido.
Alvo
de grandes observações, esse que é o maior satélite natural do planeta dos anéis (e segundo maior do Sistema Solar) guarda agora mais um fato curioso que veio à tona nas últimas semanas. Tudo porque alguns astrônomos observaram um objeto estranho e brilhante em sua superfície, mais especificamente em um dos mares dessa lua, batizado de Ligeia Mare.

Navegando?

The Guardian
Para chegar à descoberta, os astrônomos analisaram imagens obtidas pela sonda Cassini, da NASA, no ano passado e observaram esse ponto brilhante. Porém, o que intrigou mesmo os cientistas foi que esse objeto nunca havia sido observado nesse mar em outras imagens captadas antes de julho de 2013 e ele desapareceu novamente depois de alguns dias.
Embora os cientistas não tenham certeza de sua identidade no momento, eles especulam que poderia ser um vislumbre de processos geológicos dinâmicos que ocorrem no hemisfério norte de Titã.
O objeto brilhante tinha cerca de vinte quilômetros de comprimento e dez quilômetros de largura, sendo localizado a cerca de dez quilômetros ao largo da costa sul. Ele estava presente em uma imagem tirada no dia 10 de julho de 2013, mas ele tinha desaparecido em um conjunto de dados posteriores vistos em 26 de Julho.
Além disso, antes da observação de 10 de julho, o Ligeia Mare estava totalmente calmo e desprovido de ondulações. Com isso, os cientistas excluem que a tal “mancha” observada possa ser devida a erros no equipamento de imagem e estão quebrando a cabeça para com ideias sobre o que poderia ser.

Possibilidades

Blog Mirage Studio
É claro que para os mais entusiastas da existência de extraterrestres já têm a suposição deles na ponta da língua: Aliens. Mas, aparentemente, não é o caso. O Hemisfério Norte de Titã está passando por uma transição da primavera para o verão, o que poderia ser responsável pelo objeto brilhante e passageiro. Tendo essa possibilidade como base, a equipe propôs quatro hipóteses que eles acreditam que poderia explicar o fenômeno.
A primeira ideia é que as ondas podem estar sendo captadas devido à transição sazonal. Se este for o caso, então a imagem seria a primeira observação de ondas de águas profundas nesta lua. O clima mais quente traz consigo ventos mais fortes, portanto, é possível que, como o Hemisfério Norte começa a aquecer os ventos, eles aumentam consideravelmente as ondas no mar.
Um dos astrônomos que estuda o fenômeno, Jason Hofgartner, disse ao The Guardian que é uma boa possibilidade. No entanto, ele ainda não acredita que os ventos seriam fortes o suficiente para produzir ondas tão substanciais.
Outra hipótese é que talvez seja uma parte do material sólido que é suspenso no mar ou material congelado que começou a subir para a superfície com o aquecimento daquele hemisfério. Por último, também é possível que possa haver um aumento de gás liberado a partir do fundo do mar que subiu para a superfície na forma de bolhas.
"Provavelmente, vários processos, tais como diferentes ventos, chuva e marés podem afetar os mares de metano e etano em Titã. Queremos ver as semelhanças e diferenças entre os processos geológicos que ocorrem aqui na Terra", disse Hofgartner em um comunicado à imprensa. "Em última análise, ele vai nos ajudar a compreender melhor os nossos próprios ambientes líquidos aqui na Terra", completou.

Planejando um retorno

Daily MailImagem de Titã feita pela NASA
Os cientistas estão tão fascinados pelas descobertas de Titã, que planejam retornar em breve para verificar esse e outros aspectos dessa lua.
"As observações com radar da Cassini estão perto do limite de sensibilidade difícil de interpretar. Mas elas parecem ser o primeiro sinal de alguma coisa acontecendo naquele mar. A única coisa que podemos dizer com certeza é que temos de voltar a Titã, mas, da próxima vez com uma sonda flutuante, para que possamos ver de perto o que está acontecendo nos mares deste lugar incrível", disse Hofgartner.
Em março desse ano, alguns dos pesquisadores que trabalharam com Hofgartner informaram que observaram vislumbres de ondas pequenas em outro mar de Titã, chamado Punga Mare. Além disso, os instrumentos a bordo da Cassini registraram que a luz solar refletindo no mar era mais brilhante do que o esperado em alguns lugares, um efeito que pode ser causado pelo bater das ondas na costa.
A NASA até brincou com a ideia de enviar um barco para navegar nos mares de Titã, mas a proposta perdeu para uma missão a Marte. Porém, ainda há esperança de explorar a lua de Saturno com duas outras missões da Agência Espacial: com um balão ou um drone que mapearia superfície; ou lançar um submarino em outro mar do satélite: o Kraken.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

5 coisas que um "gêmeo" da Terra precisaria ter para vivermos lá



Além de água e uma fonte de luz e calor como o Sol, o que mais seria necessário para possibilitar a vida em outro planeta?




Até o momento, alguns planetas fora do sistema solar foram conhecidos pelos astrônomos, porém são gigantes gasosos como Júpiter ou Netuno, que dificilmente possuem alguma forma de vida. Faltando ainda uma superfície sólida, estes são mundos muito diferentes do nosso planeta azul.
No ano passado, foi anunciada a descoberta de um planeta de tamanho similar ao nosso, porém com temperatura infernal de tão quente devido à extrema proximidade com o seu sol.
Enquanto a busca por outras Terras continua, sabemos que um verdadeiro gêmeo do nosso planeta deve ter obrigatoriamente algumas características imprescindíveis. O site Popular Science listou quais são esses fatores essenciais. Confira abaixo.

1 – Ter o mesmo tamanho da Terra com uma superfície rochosa

Até agora, os astrônomos encontraram apenas um planeta com um diâmetro e densidade semelhantes aos da Terra: o Kepler 78b, sobre o qual nós comentamos acima. Porém, como ele é extremamente quente, os cientistas presumem que a sua superfície é composta basicamente de lava. Ainda não foi dessa vez que encontramos um planeta “gêmeo”.

2 – Estar perto de uma estrela como o Sol

Ter uma fonte de luz e calor é essencial para a vida humana, assim como para as outras formas de vida animal e vegetal. De acordo com uma nova análise das Universidades da Califórnia, de Berkeley e do Havaí, uma em cada cinco estrelas como o Sol deve ter planetas do tamanho da Terra em sua órbita.
No entanto, ainda serão necessários muitos estudos e tempo de observação para encontrar planetas assim — que tenham um sol, mas que não estejam muito perto ou muito longe, e sim com a distância ideal para sustentar a vida como é na Terra.

3 – Ter água

Fonte da imagem: Reprodução/ParadisePin
É sabido que os astrônomos descobriram água em algumas atmosferas de exoplanetas, mas a identificação das reais características de superfície é mais difícil. A técnica mais promissora é exocartografia, em que pesquisadores mapeiam a superfície do planeta desvendando como os oceanos e continentes eram no passado.

4 –  Bioassinaturas

Você sabe o que é bioassinatura? A bioassinatura é qualquer substância — como um elemento, isótopo, molécula, ou fenômeno — que fornece evidência científica de vida passada ou presente em um planeta.
A vida em um planeta afeta a sua química, e detectar esses sinais exige a tomada de espectros dele. Sara Seager, uma astrônoma do MIT, afirma que a Terra tem tantas bioassinaturas que os astrobiólogos não sabem quais poderiam prevalecer em um planeta além do nosso. "Nós não vamos encontrar nada se não mantivermos a mente aberta", diz ela.

5 – E a vida inteligente

Se supostamente os alienígenas usam lasers infravermelhos para se comunicar através do espaço, a busca de inteligência extraterrestre pode fazer o seu primeiro contato, interceptando esses sinais. Ainda neste ano de 2014, os cientistas vão começar uma nova pesquisa usando detectores infravermelhos instalados no Observatório Lick, na Califórnia.